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28/01/2012

Villarreal 3-0 Sporting Gijon: Borja Valero e André Castro



Esta vitória apenas promoveu o Villarreal ao 17º lugar da Liga BBVA, mas, o seu futebol foi de topo, num jogo com três golos de classe elevada.
Com a equipa sempre entrosada, circularam a bola muito bem, apesar da pressão alta exercida pelo Sporting Gijon. Gonzalo é um esteio na defesa, Marcos Senna e Bruno (marcou o último golão), que equilibram e temporizam todo o jogo do Submarino Amarelo, Borja Valero (que marcou o segundo golão))é o maestro e Marco Ruben (marcou um grande golo, pelo poder físico - o primeiro do jogo) é a referência atacante.
Do lado do Gijon, apenas se podem destacar Juan Pablo, o guarda redes, que segurou várias bolas no ar e saiu sempre seguro da baliza, e, de certo modo, André Castro pelo seu estilo agressivo, que permitiu a equipa jogar em pressão alta.

Borja Valero
Um dos melhores jogadores da Liga Espanhola. Com um controlo e protecção de bola fantásticos, Valero faz o jogo à sua mercê. Raramente falha um passe e raramente perde a bola. Marcou um grande golo de pé esquerdo e criou várias ocasiões de golo. Começou a jogar atrás dos avançados, mas a meio da primeira parte deslocou-se para o flanco esquerdo, onde criou ainda mais danos ao Gijon. À atenção de Del Bosque e dos "tubarões" Europeus.

André Castro

Agressivo e rápido sobre a bola, foi dos melhores do lado visitante. Conquistou alguns lances dentro do meio campo do Villarreal e tentou jogar de cabeça levantada. Além disso, nada mais a acrescentar. Jogou atrás de Barral e Nacho Novo, os avançados e saiu aos 68 minutos.

CAN'2012 - Angola 2-1 Burkina Faso: Djalma e Mateus



Djalma e Mateus foram os maiores destaques da vitória da Angola sobre o Burkina Faso na primeira jornada da Taça das Nações Africanas.

Comandados por Paulo Duarte, o Burkina foi constantemente um "osso duro de roer".

A irreverência de Jonathan Pitroipa (jogador do Rennes), a criatividade de Alain Traoré (Auxerre), marcador do único golo da sua nação num belo livre, e a presença de Bakary Koné (Lyon) foram os destaques pela selecção Burquinense.

Quanto aos Palancas Negras, como referido, Mateus e Djalma cotaram-se como os melhores, não esquecendo a imponência de Manucho (Valladolid), marcador do segundo golo Angolano (e que belo golo!) e a segurança de Carlos Fernandes (sem clube), na baliza, ainda que se possam atribuir algumas culpas no golo de Traoré, de livre.

Djalma

Sempre irrequieto, o extremo do Futebol Clube do Porto foi uma constante dor de cabeça para Koffi, defesa direito do Burkina. Notou-se alguma precipitação na hora do passe e do cruzamento, mas as suas decisões foram maioritariamente favoráveis para a sua equipa. Saiu lesionado aos 90 minutos, depois de uma exibição boa e esforçada na ala esquerda.


Mateus

A fazer uma boa época no Nacional (da Madeira), parece estar a dar continuidade nesta CAN'2012. Tal como Djalma, esteve constantemente a "moer" a cabeça ao lateral, ora Koulibaly, ora Panandetiguiri, jogou a extremo esquerdo e foi de sua autoria o primeiro golo Angolano, com um remate colocado ao ângulo inferior direito da baliza defendida por Diakité. Mateus está claramente a trabalhar para voos maiores.


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21/01/2012

River Plate 2-1 Racing: David Trezeguet, Alejandro Dominguez e Teofilo Gutierrez



Vídeo Compilações Abaixo

Ver Futebol Argentino é sinónimo de espectáculo, e foi isso que este jogo a contar para a Taça Cidade Del Mar de La Plata foi. Com grandes notas artísticas dos dois lados, foi um jogo aguerrido e bem disputado, tipicamente Argentino.
O River Plate foi a equipa mais dominadora e adianta-se desde já que 6/7 jogadores da sua equipa tinham lugar nos três grandes de Portugal... o mais cativante deles todos, Alejandro Domínguez, emprestado pelo Valencia, não esquecendo os irmãos Funes Mori (Ramiro, defesa e Rogelio, marcou o primeiro golo da partida, ponta de lança), o central Jonathan Maidana, o trinco Ezequiel Cirigliano, Lucas Ocampos, segundo avançado e, a coqueluche do dia, com histórico na Juventus e na selecção da França... David Trezeguet, que ainda marcou o segundo golo do River.
Do lado do Racing Avellaneda, Giovanni Moreno é o artista-mor. Lá do alto dos seus 190cm, deu show com o seu pé esquerdo artístico... não esquecendo Teofilo Gutierrez, já famoso em Portugal (por causa das negociações com o Porto), um avançado que segura o sistema defensivo com o seu controlo de bola, marcou de penálti o golo de honra.


Alejandro Domínguez
Define-se este craque com adjectivos como... Classe. Mestria. Inteligência. Bravura. Intensidade. Qualidade.
Um jogador de estilo idêntico ao de Juan Román Riquelme, o último romântico do Futebol. Joga atrás dos avançados e define todas as jogadas da sua equipa. Neste jogo foi eleito o melhor em campo, com todo o mérito. Tentou sempre dar o melhor segmento às jogadas, fez a bola chegar aos avançados de modo a que estes a pode-sem dominar, quase surpreendia Sebástian Saja com um remate do meio campo e fez a assistência para o primeiro golo do River, marcado por Rogelio Funes Mori.



Teofilo Gutierrez
Apareceu quando foi para decidir. Pouco ajudado por Castro, seu companheiro no ataque, só encontrou a bola quando tomou iniciativa e vinha procurar a redondinha perto do meio-campo. De negativo há a realçar os 5/6 foras-de-jogo que lhe foram assinalados, correctamente.
Segura bem a bola com qualidade técnica e com o físico, apesar de só ter 175cm e marcou o golo do Racing, já nos minutos finais, depois de conquistar a grande penalidade ao guardião de La Plata, Vega.




David Trezeguet
Uma lenda do Futebol regressa ao seu país depois de percorrer França (Mónaco), Itália (Juventus), Espanha (Hercules) e EAU (Baniyas).
Entrou aos 69' e, das poucas vezes que teve a posse da bola, marcou um bom golo, o 2 a 0. Palavras para quê? Veja.



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31/12/2011

Liverpool 3-1 Newcastle: Bellamy e Gerrard decidem



Craig Bellamy rasgou mais uma boa exibição ao serviço do Liverpool esta época e, proporcionou um bom espectáculo de fim de ano em Anfield contra o Newcastle, marcando dois golos e, apesar da fulgurante entrada de Steven Gerrard, que marcou o terceiro golo, foi mesmo o melhor em campo.
Os primeiros 20 minutos de jogo foram bastante apáticos e o Newcastle acabou mesmo abrindo o marcador com um golo vindo "do nada". Cabaye cruza do lado esquerdo e, Demba Ba dividiu o golo com Agger, traindo Reina, sem reacção, aos 25'.
Isso bastou para provocar o Liverpool que rapidamente ripostou com o golo de Bellamy, após investida de Charlie Adam, que, bloqueada pela defesa do Newcastle, sobrou para o internacional Galês à porta da baliza, colocar a bola no canto inferior. A partir daí o jogo foi de um só sentido e Alan Pardew, treinador do Newcastle, teve até de substituir Ryan Taylor (por Santon) ao intervalo porque este estava a ser aterrorizado pelo inspirado e irrequieto Downing na lateral esquerda.
Na segunda parte, mais do mesmo. De destacar a entrada de Gerrard, aos 59, para o lugar de Charlie Adam. O que certamente mudou a face do jogo para melhor. O capitão dos Reds revitalizou a equipa e trouxe mais força, energia e classe ao jogo. Deu mesmo 3 cruzamentos para Andy Carroll marcar, só que este "desperdiçou" as oportunidades, tendo mesmo acertado um cabeceamento na barra.
Tioté era o membro mais inconformado do lado visitante e fez o papel de lutador durante os 90' e isso fez com que cometesse falta sobre Agger aos 67'. Livre directo para o Liverpool e Bellamy marca o seu segundo golo e vira o placar a favor dos da casa, com colaboração de Andy Carroll e Danny Simpson, que não só não permitiu a defesa de Tim Krul, como ajudou os adversários ao cabecear para dentro da baliza.
Para acabar em grande, eis que Gerrard marca o seu golo da honra. Henderson recebe a bola nas imediações da área, temporiza, até que Gerrard investe de rompante pela área para este a passar, e, à saída de Krul, Steven mete a bola rasteira, de pé esquerdo, para dentro da baliza, fazendo assim o 3 a 1 e acabando com um bom jogo dos Liverpoolnians.



27/12/2011

Chelsea 1-1 Fulham: Dempsey abriu o livro que Stockdale fechou



No Boxing Day houve o famoso "West London Derby" que confronta Chelsea e Fulham.
A jogar em Stamford Bridge o Chelsea encontrou no Fulham um "osso duro de roer". Bem organizados e confiantes a trocar a bola, os visitantes sentiram-se à vontade contra um Chelsea pouco pressionante durante a maior parte do jogo. Aliás, a primeira parte foi rica em ocasiões de lado, mas o ritmo do jogo esteve sempre à quem do esperado e quem esteve mais perto de marcar foi mesmo o Fulham por intermédio de Orlando Sá que se desembaraçou de Bosingwa e perto da pequena área cabeceou por cima da barra.
Na segunda parte o jogo mudou de "cara". O Chelsea entrou a fazer pressão e aos 47' chegou ao golo por intermédio de Juan Mata num bom remate de pé esquerdo, após assistência de Fernando Torres, um dos melhores em campo.
O Fulham voltou à carga e Kerim Frei fazia o que queria de Bosingwa que só se exibia em termos ofensivos. Aos 56' eis que o Fulham empata no seguimento de um boa jogada de Bryan Ruiz, que "quebrou" os rins a Ashley Cole, finalizada por Dempsey, em que Cech fica, pelo terceiro jogo seguido, culpabilizado.


A partir daí, e com a entrada de Malouda e Drogba (para os lugares de Lampard e Sturridge, respectivamente), começou a ditar-se o que seria uma grande exibição de David Stockdale, que até este jogo apenas tinha feito 2 jogos (na vitória por 2 a 0 contra o Bolton e na numerosa derrota contra o Manchester United por 5 a 0), e a quem grande parte do mérito deste resultado se deve, pelas grandes defesas protagonizadas na baliza do Fulham.

Os Destaques
Chelsea FC

John Terry: Imperial. Acertivo no corte e no passe, esteve bastante interventivo tanto nos cortes defensivos, como no ataque.
José Bosingwa: Frei deu-lhe várias dores de cabeça, mas foi o membro mais irrequieto ofensivamente, com vários cruzamentos para a área.
Oriol Romeu: Aguerrido e agressivo no corte, esteve bem durante o jogo inteiro. O membro mais constante do lado Blue, a par de Torres.
Raul Meireles: Teve duas boas ocasiões para mudar o rumo do jogo. Um belo cabeceamento, que obrigou Stockdale a boa defesa, e um bom remate, após rodar e chutar a pouca distância da baliza.
Fernando Torres: Muito bom no passe, fez a assistência para Mata após bom trabalho de "pivot". Sem dúvida fulcral em todo o processo ofensivo do Chelsea. Constante e lutador, fez 2 bons cortes e poderia ter marcado um bom golo, não fosse, "para variar", Stockdale.
Juan Mata: Marcou o golo com um bom pontapé ao canto inferior da baliza e teve boas investidas ofensivas.
Florent Malouda e Didier Drogba: Entraram bem no jogo e mudaram o "rosto" do Chelsea na segunda parte.

Fulham FC

David Stockdale: Excelente exibição. Protagonizou um bom espectáculo com uma mão cheia de grandes defesas. O melhor em campo.
Clint Dempsey (Vídeo-Compilação abaixo): Dos melhores em campo, também ele. Manipulou o jogo do Fulham, com bons dribles e foi bastante bom no passe. Obrigou Cech a uma boa defesa logo no início da partida e marcou o golo do empate num lance que representa o que o internacional Norte-Americano é, um guerreiro.
Kerim Frei: Dono de uma qualidade técnica fantástica, fez muita mossa no lado direito da defesa Blue.
Orlando Sá: Forte fisicamente, esteve só no ataque e ressentiu-se disso. Poderia ter marcado um golo, mas acusou a falta de ritmo, mandando a bola por cima da barra. Foi substituído aos 81', mas os adeptos do Fulham fizeram questão de congratular o internacional Português, fazendo ouvir a salva de palmas dedicadas ao mesmo.




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24/12/2011

Aston Villa 1-2 Arsenal: Arteta coordena, Van Persie mata



Sem 5 defesas (Sagna, André Santos, Jenkinson, Gibbs e Djourou), lesionados, e Alex Song suspenso, o Arsenal conquistou no Villa Park um bom resultado, com a vitória por 2 a 1, já nos minutos finais.
O primeiro golo do jogo foi obtido por Robin Van Persie no seguimento de um penálti sofrido por Theo Walcott que foi agarrado na área por Clark, aos 15 minutos. Assim, o capitão dos Gunners e internacional Holandês, Van Persie, igualou o recorde de Thierry Henry com 34 golos marcados num ano.
Van Persie voltou a estar evidência pouco depois ao lançar Walcott nas costas da defesa que tentou fazer o chapéu a Brad Guzan, este, defendendo a bola com a cabeça numa saída arrojada da baliza.
O Aston Villa pressionava muito e N'Zogbia estava-se a tornar no terror de Coquelin na ponta esquerda.
Comandados pela imponência do capitão Búlgaro, Stylian Petrov, os Villans criaram as maiores oportunidades durante o jogo e, ao minuto 54, Marc Albrighton, dos mais irrequietos durante o jogo todo, aproveitou um erro de Vermaelen e de Mertesacker, roubando a bola e com simplicidade no um para um com Sczesny, empurrou a bola para o fundo das redes estabelecendo a igualdade no marcador.

O jogo continuou disputado de lado a lado, mas o Arsenal não conseguia dar melhor acabamento às jogadas lançadas para Walcott e Gervinho, maioritariamente por parte de Mikel Arteta, que foi o maestro dos Londrinos e dos melhores em campo por sinal, acabando por ser cortadas por Alan Hutton ou Richard Dunne que estiveram sempre concentrados no aspecto do "tackle".
Aos 80' Wenger decidiu substituir Aaron Ramsey e Gervinho por Arshavin e Benayoun e, 7 minutos depois, o Israelita justificou a aposta marcando de cabeça, após um canto de Van Persie, aproveitando a falta de aplicação na marcação de Agbonlahor.
Para culminar, Alan Hutton que até então esteve bem no corte, manchou a sua exibição, sendo expulso nos acréscimos por acumulação após falta dura sobre Vermaelen.

Os Destaques
Aston Villa FC
Brad Guzan: Sem hipóteses nos golos sofridos, esteve bem ao sair para cortar de cabeça num chapéu de Walcott e num remate à queima-roupa de Mertesacker.
Richard Dunne: Intransponível, fez cerca de 6 cortes fulcrais em investidas de Walcott e Van Persie.
Stylian Petrov: Marcou o ritmo do jogo da sua equipa, tentou o remate e esteve bastante preciso no passe.
Charles N'Zogbia: O terror da defesa do Arsenal. "Sacou" dois amarelos, a Coquelin e a Mertesacker. Teve dois bons cruzamentos para Agbonlahor e várias investidas na extrema esquerda. Virtuoso.
Marc Albrighton: Esperto no golo alcançado, esteve sempre activo e cruzou muitas bolas que poderiam ter feito mossa aos Gunners caso Agbonlahor estivesse nos seus dias.
Gabriel Agbonlahor: Nos minutos iniciais forçou Sczesny a uma boa defesa, mas rapidamente se "ausentou" do jogo. Poderia estar mais concentrado e a equipa ressentiu-se com a falta de um matador.
Barry Bannan: Entrou a um minuto do intervalo para o lugar de Ireland e logo no primeiro toque na bola cobrou um livre que deixou Sczesny pregue ao chão. Esteve sempre certo no passe e na finta.

Arsenal FC


Laurent Koscielny: O melhor no sector defensivo do Arsenal. Sempre bem posicionado, esteve bem no corte.
Mikel Arteta: O maestro. Geriu a posse da bola do Arsenal e o jogo passou todo pelos seus pés. Conteve-se a atacar, mas foi o elemento mais fulcral da sua equipa.
Robin Van Persie: Bateu o recorde de Thierry Henry e marcou o seu 34º golo em 34 jogos na Premier League em 2011. Foi um quebra-cabeças para a defesa do Villa e tentou abrir a defesa com bons passes. Levou cartão amarelo por simulação aos 78'.
Theo Walcott (Vídeo-Compilação abaixo): Irrequieto como sempre, deambulou pela extrema direita e esquerda na primeira parte. Na segunda esteve sempre na direita e foi aí que criou mais perigo com várias investidas em velocidade. Poderia ter marcado o 1-0, não fosse uma boa saída da baliza por parte de Guzan.
Yossi Benayoun: Entrou para decidir com o cabeceamento para golo aos 87'.

03/12/2011

Sporting 2-0 Zurique: Bojinov e o seu bando



O Sporting continua a sua saga de boas exibições e a sua última vítima dá pelo nome de Zurique.
Sem vários jogadores importantes (Rinaudo, Carrillo...), os leões dominaram por completo o jogo durante os 90', contra um adversário frágil e que só conseguia criar "perigo" por intermédio de Chikhaoui (que já mereceu menção aqui no blog a em 2008) ou Nikci.
Com um meio campo formado por Daniel Carriço (o médio mais recuado), André Martins e Schaars, a posse da bola e o controlo sobre o jogo foram feitos com maior fluidez do que na derrota do derby contra o Benfica.
A insistir nos ataques pelo flanco em que Capel se encontrava (começou a jogar na esquerda, mas com o decorrer do jogo foi sempre variando com Bojinov), o Sporting marcou o primeiro golo por intermédio de Van Wolfswinkel aos 15' após um bom passe de Schaars.
Na segunda parte, mais do mesmo. André Martins continuava a boa exibição, com Carriço a puxar dos galões a médio defensivo, posição essa na qual tem feito boas performances. Adivinhava-se o segundo golo do Sporting quando Capel faz um exímio cruzamento para a área, onde, Bojinov, em antecipação, faz um bom cabeceamento que só para nas redes defendidas por Leoni, que ainda chegou a tocar na bola. O jogo estava sentenciado aos 58' e a partir daí nada mais a acrescentar se não a boa entrada na partida de André Santos, determinado a conquistar um lugar nesta equipa Leonina.

As exibições do Sporting Clube e Portugal


Marcelo Boeck: Sem grande trabalho, teve apenas de se antecipar a dois cruzamentos, com sucesso.
João Pereira: Muito activo, rápido e agressivo como sempre. Esteve em evidência pelos constantes cortes e raides pela ala direita.
Oguchi Onyewu: Sempre confiante, travou duelos interessantes com Chikhaoui, ganhando maioria deles. Viu-se mais segurança e mais atrevimento ao sair com a bola controlada para o ataque.
Anderson Polga: Fortíssimo. Controlou a defesa e foi dos elementos mais fulcrais do lado verde e branco.
Emiliano Insua: Mais em jogo do que no derby, ainda assim um bocado irracional nas subidas ao ataque e nos momentos do passe ou drible.
Daniel Carriço: Agradou. Nesta posição em que deve ser claramente explorado, pode ser um elemento de importância na campanha Sportinguista. Agressivo e rápido no corte, bem com a bola nos pés, apareceu algumas vezes nas zonas de finalização, tendo feito um bom remate de primeira com o pé esquerdo que obrigou Leoni a boa defesa.
André Martins: Provavelmente o jogador que mais caiu no goto dos adeptos. Empenhado e confiante foi como se mostrou nesta grande oportunidade. Fez dois bons passes a rasgar.
Stijn Schaars: Bastante efectivo no capítulo do passe, abriu o seu reportório com uma excelente assistência para o golo de Wolfswinkel, só ao alcance de um jogador da sua categoria. Saiu aos 68'.
Valeri Bojinov (Vídeo Compilação abaixo) : O melhor em campo. Apesar de se mostrar numa condição física algo deplorável, conseguiu ser um tanque no ataque. Aguentou as várias investidas físicas dos possantes defesas Suíços, soube torneá-los com grande qualidade técnica e esteve em evidência, não só pelo seu golaço de cabeça, mas também pelo grande trabalho a pivot.
Diego Capel: Irrequieto. Eléctrico. Veloz. Ludibriante... São alguns dos adjectivos que podem descrever mais uma boa exibição para adicionar ao cartaz do extremo Espanhol. Certamente dos elementos mais influentes na partida, saiu aos 59' após a excelente assistência para Bojinov no segundo golo, inconformado.
Van Wolfswinkel: Repetiu a exibição da Luz. Joga bem de costas para a baliza e é um referência para os colegas que fartam-se de lhe dar bolas para marcar, principalmente pelo ar. Conseguiu ganhar vários cabeceamentos e fez alguns bons passes para os colegas em melhor posição para rematar. Saiu aos 74'.

Pereirinha: Entrou aos 59' com o jogo sentenciado. Pouco fez para além de uma situação de criatividade em que se desenvencilhou de dois adversários na linha. Extremo Direito
André Santos: Entrou determinado a provar que merece uma oportunidade. Forte e possante, ganhou vários duelos e foi importante posicionalmente. Ainda teve tempo de fazer um remate perigoso que Leoni defendeu de forma atrapalhada. Entrou aos 68', vendo um cartão amarelo. Interior Esquerdo
Diego Rubio: Entrado aos 74' nada fez à parte de ter feito alguma pressão na saída de bola do Zurique.

Os destaques do FC Zürich


Yassine Chikhaoui (compilação a ser adicionada abaixo) : Para quem já viu vários jogos seus não surpreendeu. Claramente o elemento mais perigoso, o internacional Tunisino mostrou que tem qualidade superior para maiores paradas. A Liga Suíça é pequena demais para um jogador assim. Avançado / Segundo Avançado / Extremo
Adrian Nikci: Uma flecha. Foi um quebra cabeças para Insua que certamente terá ficado agradado quando o sub-21 Suíço mudou de flanco. Rápido e muito bom no um para um. A acompanhar. Extremo esquerdo / direito


30/11/2011

Porto 3-2 Braga: O Incrível Hulk



Após manter as esperanças de apuração para os oitavos-de-final da Champions League contra o Shakhtar, o Porto garantiu uma boa vitória contra o Braga, um dos candidatos ao título.
Vítor Pereira repetiu o onze do triunfo de Donetsk, Maicon manteve-se na lateral direita apesar de as suas exibições terem sido questionadas, em especial na derrota por 3-0 contra a Académica, e Leonardo Jardim supreendeu ao incluir Fran Mérida na equipa titular.
O jogo começou bastante equilibrado com raras ocasiões. Estavam feitos quase 30' e o Porto ainda não tinha feito um remate sequer. Mas, aos 37', após uma arrancada de Defour, James cruzou para a área, onde Hulk se antecipou a Quim e fez o 1 a 0 de cabeça.
O Porto manteve o jogo sob a sua tutela e as equipas foram assim para o intervalo. Volvidas do mesmo, o Braga cresceu no meio campo por força de Djamal e Hugo Viana. Mas, os Dragões ganharam confiança e começaram por dominar, especialmente após a saída de Djamal. Moutinho recebeu a bola na direita e entregou-a a Hulk, que com um remate de belo efeito, bateu Quim novamente, fazendo o 2-0 aos 78 minutos. A partir daí o Braga "entregou-se" e o Porto marcou o terceiro golo por intermédio de Kléber (assistência de Hulk), aos 82'.
Num ataque sem perigo de força maior, Salino entrou na área e Hulk derrobou o Brasileiro, dando ao Braga um penálti, que Lima se encarregou de marcar aos 89. Já nos descontos, houve ainda tempo para o bis de Lima, após boa simulação de Nuno Gomes que quebrou a defesa portista.

Os Destaques
Futebol Clube do Porto

Hulk (Vídeo Compilação abaixo): Sem dúvida o melhor em campo. A avançado parece mais objectivo e mais colaborador com a equipa. Não se prendeu muito à bola e cumpriu a sua missão com distinção, marcando dois golos, de cabeça, o primeiro, e, o segundo, num belo remate de fora da área. Para culminar uma boa exibição, fez uma grande arrancada do lado direito, dando depois a bola a Kléber que só teve de encostar para a baliza.

João Moutinho: Um nível exibicional mais próximo do seu normal. Pautou o ritmo do jogo e esteve sempre em evidência com a sua qualidade de passe.

Steven Defour: Forte no desarme e no passe, foi o impulsionador do primeiro golo do jogo com uma grande arrancada desde o meio campo. Foi um bom apoio a Djalma e James até à saída destes.


Sporting Clube de Braga

Quim: Não se compreende como é tão desvalorizado em Portugal. Mais uma exibição de alta qualidade, sempre seguro a sair dos postes e poderia ter feito uma das mais belas defesas do campeonato não fosse Artur Soares Dias anular a jogada por falta de Djalma no seguimento de um canto.

Alan: Sempre activo e frenético, conquistou várias faltas a Álvaro Pereira. Necessitava de ter sido mais objectivo e eficaz, ainda assim, conseguiu ser dos melhores em campo do lado Bracarense.

Hugo Viana: Após a notícia trágica da morte do seu ex-colega Gary Speed (no Newcastle), esteve como Moutinho para o jogo do Porto. Geriu todas as acções Minhotas e ajudou a equipa defensivamente com a sua colocação em campo. Precisa de ser mais agressivo no ataque à bola.

Lima: Marcou os dois golos e pouco mais fez.




Benfica 1-0 Sporting - O Império de Javi García



Um derby impróprio para cardíacos.
Bastante dividido, o Benfica marcou a "sentença de morte" ao Sporting aos 44' na sequência de um canto, apontado por Aimar e finalizado, de cabeça, por Javi García.
Próprio de qualquer encontro entre rivais, os ânimos aqueceram por várias vezes. Cardozo foi expulso por acumulação de amarelos, a seguir a protestos, Capel e Maxi Pereira estavam constantemente a "trocar" faltas, passando-se o mesmo com Carriço e Aimar, entre outros...
Para além de Javi García (que vai merecer o devido destaque), Aimar, pela sua imensurável criatividade, Gaitán, pelo perigo criado e pelos remates ao poste e barra (este de canto directo), Artur, pelas enormes defesas, (do lado do Sporting) Elias, pela sua incapacidade em finalizar duas boas chances e pelo que fez a bola circular, Schaars, pela qualidade de passe e rotatividade que ofereceu ao jogo e Capel, pelas chances que criou e o quebra-cabeças que representou para toda a defesa encarnada, poder-se-ão, destacar pelos seus papéis no jogo.



Já Javi García, por sua vez, foi imperial. Para além do único golo da partida, efectuou 31 intercepções e dominou o meio campo. Rápido e agressivo sobre e com a bola, soube sempre calcular o tempo de entrada na bola e raramente cometeu alguma falta, o que é bastante positivo tendo em conta a sua posição (médio defensivo).
Com a bola nos pés, deu-lhe sempre o mesmo destino, temporizando sempre que necessário, mas, foi o mote para os rápidos ataques de Aimar.
Perto do fim do jogo teve um duelo interessante com Onyewu, em que lhe ganhou por duas vezes a bola no ar, isto, quando entre eles existe um diferença de 8cm (o Americano tem 194cm e o Espanhol, 186cm).

29/09/2011

Zenit Vs FC Porto - Contra dez fica tudo mais fácil





Após dois jogos sem conseguir vencer, o Futebol Clube do Porto deslocou-se à casa do Zenit, na Rússia, onde estes se invictos na Champions League desde o último confronto com o Real Madrid, já em Setembro de 2008.


O jogo começou melhor para o lado Portista, marcando logo na primeira ocasião, aos 10 minutos, por intermédio de James Rodriguez (em fora-de-jogo), assistência de Hulk, depois de um contra-ataque orquestrado por Fernando Belluschi.
Prontamente, o Zenit retaliava e com um meio campo bem estruturado, a circulação de bola era constante, sendo sempre bem distribuída por Shirokov, Denisov ou Zyrianov, para os elementos mais atacantes, Fayzulin, Danny ou Kerzhakov.
As investidas eram constantes e, aos 20', Fayzulin cruza para a área, Helton falha a intercepção ao cruzamento e Shirokov encosta para as redes apesar dos esforços de Fucile em negar o golo.
Álvaro Pereira foi dos jogadores mais activos do Porto, e, esteve, inclusive, perto de marcar, mas, Malafeev fez uma bela defesa, após um bela, também, remate do Uruguaio. Pouco depois, aos 33', numa jogada casual com Anyukov, Kléber, após o choque com o defesa Russo, contraiu uma contusão na clavícula esquerda ao tentar amparar a queda, sendo prontamente assistido e substituído por Silvestre Varela.
A partir daí, o génio de Danny começou a ganhar protagonismo, quando ainda se encontrava a jogar no centro do terreno, criando mossa a Fernando e aos centrais dos Dragões (Otamendi e Rolando), conquistando várias faltas e chances de golo.
Perto do fim da primeira parte, acontece o lance do jogo... Fucile tenta dominar com a côxa e, instintivamente, mete a mão à bola com receio de a perder, recebendo o segundo cartão amarelo e a consequente expulsão, ordenada por Howard Webb.






Este momento foi o mote para o domínio dos de São Petersburgo.


Fucile, que até então tinha sido o "tampão" de todas as investidas de Danny havia sido expulso e o Porto encontrava-se com dez jogadores em campo, deslocando Fernando para a posição em falta e fazendo entrar Souza, ao intervalo, para o lugar de James Rodriguez.
A segunda parte começa e de tanta insistência, o Zenit lá acaba por virar o resultado a seu favor (aos 63'), com Shirokov a marcar um golo de pura classe e qualidade. Fayzulin cobra um livre em força para a área e, com o pé direito, Shirokov domina a bola, e sem deixar cair, remata com força e colocação para a baliza de Helton, batido sem qualquer hipótese de defesa.
A celebração de Danny, no mínimo caricata
 Danny continuava a "martelar" e massacrar e, acabou por ver a sua grande exibição com um golo, depois de uma boa jogada de Kerzhakov, que com um "nó cego", havia fintado Otamendi, sentenciando a partida aos 72 minutos.






Coube ao FC Porto tentar reagir, ká depois de Kerzhakov enviar uma bola ao poste, e só a partir daí conseguiu ter alguma posse de bola, mas ainda assim, sem capacidade para criar ocasiões dignas de golo à excepção de dois livres de Hulk, que dificilmente incomodaram Malafeev.


Finda e resumidamente, Danny disse tudo: "A expulsão de Fucile facilitou (...). Sofremos um golo em contra-ataque, que não deveríamos ter sofrido, pois estávamos preparados para esse tipo de lance. Corremos atrás do resultado. Empatámos e, com a expulsão ficou mais fácil, mas mostrámos que jogamos com qualidade. "


Notas Individuais:
Zenit
Malafeev - Guarda Redes - 6/10
Anyukov - Defesa Direito - 7/10
Hubocan - Defesa Central - 6/10
Lombaerts - Defesa Central - 6/10
Criscito - Defesa Esquerdo - 7/10
Denisov - Médio Defensivo - 7/10
Shirokov - Médio Interior - 8/10
Zyryanov - Médio Interior - 7/10 - 860
Fayzulin - Extremo Direito / Ala - 7/10
Danny - Extremo Esquerdo / Ala - 9/10
Kerzhakov - Ponta de Lança - 8/10 - 90'

Huszti - Extremo Esquerdo - 5/10 - 86'
Bukharov - Ponta de Lança - 5/10 - 90'

FC Porto
Helton - Guarda Redes - 5/10
Fucile - Defesa Direito - 5/10 (teria um 8 se não tivesse sido expulso)
Rolando - Defesa Central - 5/10
Otamendi - Defesa Central - 6/10
Alvaro Pereira - Defesa Esquerdo - 6/10
Fernando - Médio Defensivo / Defesa Direito - 6/10
Belluschi - Médio Interior - 7/10 - 72'
Moutinho - Médio Interior - 7/10
Hulk - Extremo Direito / Ala / Avançado - 6/10
James - Extremo Esquerdo / Ala - 6/10 - 45'
Kléber - Ponta de Lança - 5/10 - 33'

Varela - Extremo Direito - 4/10 - 33'
Souza - Médio Defensivo - 4/10 - 45'
Defour - Médio Interior - 5/10 - 72'



08/05/2011

Roma Vs Milan: A Sonata de Seedorf e o XVIII Título do Milan



O Milan apenas precisava de um ponto para se sagrar campeão de Itália, ou seja, quebrar o jejum de 7 épocas (desde 2003-2004)... assim o fez.
A equipa milanesa apresentou-se muito bem organizada (para "variar") e geriu o ritmo do jogo, durante a partida. As únicas ameaças da equipa da capital, Roma, advinham de Totti ou Cassetti. E vou, desde já, confessar a minha (re)admiração por este lateral direito de 33 anos.
No entanto, o jogo foi algo de apático, pareceu estagnado no meio campo (mesmo apesar do Milan ter acertado uma bola no poste de Doni, através de Robinho, e de a Roma ter disponibilizado de várias situações em contragolpe; ainda assim estas ocasiões foram escassas para um jogo deste calibre), mas, posso referir que não consegui adormeci (apesar de ter razões para), porque não queria perder este pico de forma que Seedorf está a atingir nesta ultima fase da Serie A, e quem sabe da sua carreira. Talvez por isso mesmo, eu fizera questão de ver este jogo, daí a razão deste mesmo título e de um, ou mais, parágrafos que se vão seguir...

"A Sonata de Seedorf"


Posso estar a exagerar neste termo ("Sonata"), mas é verdade, que este é o mesmo termo ao qual eu me consigo melhor expressar no futebol e na classe que Seedorf me transmite.
Como grande acompanhante do campeonato Italiano, tenho grande preferência neste tipo de craques, que se destacam no meio campo: Stankovic, Felipe Melo, Hernanes, Van Bommel, Gattuso, Aquilani. Serão talvez estes os meus favoritos do campeonato. Questionado pela inclusão de Felipe Melo, Bommel ou Gattuso? Não se questione, assista em detalhe às suas partidas e vai entender a arte do seu futebol, a mestria táctica e a qualidade técnica. Mas, de todos estes, está a faltar Seedorf, que não referi por razões óbvias, porque já sabia que mais tarde ou mais cedo iria sentir-me tentado a fugir ao tema, mas cá está, esqueci-me para me lembrar. É uma boa táctica também.
Não por poucas vezes, tem-se lido nos tablóides o rumor da transferência de Seedorf para o Corinthians. Pois bem, caso isto aconteça mesmo, seria uma grande perda para o Milan. Não estou tolo não, sei as limitações que a sua idade pode trazer e sei muito bem que o Milan tem grande poder de compra.
Mas isso não se questiona quando se tem um jogador desta importância. Não só tecnicamente, mas também psicológica e moralmente.
Não é fácil encontrar um jogador do tipo de Seedorf. Um jogador que saiba onde estar e quando estar lá. Alguém com experiência, mentalidade, experiência táctica e que brilhe na execução, de um passe, de uma falta, de uma finta.
Daí estar-lhe a dar protagonismo numa situação destas. Em que se ignora os que "menos" aparecem e se dá primazia a outros que ofuscam estes. Mas, a importância de Seedorf não pode ser questionada e o jogo em Roma foi prova disso.
Tacticamente perfeito, mostrou que ainda está "para as curvas" e que aguenta bem um jogo, ainda que este não seja o melhor exemplo para isso, dadas as condições referidas na introdução.
Certamente, o clube Milanês não irá deitar a perder esta grande referência e personagem, que certamente, estará disponível a uma ultima época no clube, até porque, há jogadores que precisam de alguém em quem deitar os olhos em jogos de grande importância e pensar: "Wow, estou à beira de alguém com sucesso, um ícone, um ídolo." E será mesmo disso que jogadores como Boateng, Strasser ou Merkel irão precisar, antes de serem lançados "oficialmente" às feras.


O Título


Pode-se dizer que a campanha foi muito pacata para o Milan. Sofreu poucas "ameaças" ao longo do campeonato e viu um Inter pouco estável até à chegada de Leonardo, mas, isso, já não se pode chamar um factor.
Factor será a boa gestão do plantel e uso dos recursos monetários para acrescentar uns craques ao plantel, anteriormente treinado por Leonardo. Mas, desde já, num "apartezinho", expresso o meu sentimento de injustiça quanto ao Brasileiro, que praticamente não teve direito aos mesmos craques que Allegri dispõe agora:

Christian Abbiati: Não deverá estar muito habituado a ver este Portieri com o seu nome estampado na capa dos jornais, mas a verdade é que deu muitos pontos à sua equipa ao longo do campeonato.
Ignazio Abate: Um futuro para a selecção Italiana. Fez um bom campeonato e destacou-se pelos seus "raides" pela lateral direita.
Alessandro Nesta: Uma coisa: Nesta é Nesta. Não é preciso mais nada para o caracterizar.
Thiago Silva: Raramente faz uma má actuação. Mais dois anos nesta forma e não tarda nada a ser o melhor defesa central do Mundo.
Gianluca Zambrotta: Não é o craque da Juventus ou do Barcelona, mas ainda assim é constante e sabe onde por a bola.
Van Bommel e Gattuso: Uma classe. Muito agressivoS, isso é verdade, mas funcionam como um relógio no jogo do Milan.
Clarence Seedorf: "What else?"
Prince Boateng: É o futuro. Um craque que ainda precisa da ajuda dos mais velhos, mas certamente que chegará ao nível deles. Muito empenhado, tecnicamente evoluído e não se limita a tarefas ofensivas.
Zlatan Ibrahimovic: Talvez o maior ícone desta equipa. É decisivo e finaliza como ninguém. Penso que não preciso de acrescentar mais nada.
Alexandre Pato: Corre como uma chita e certamente que Allegri por várias vezes disse em casa: "Será que estou a jogar FIFA com o Pato, ou ele é mesmo craque?"

Parabéns Milan!


- Roberto Rivelino

24/04/2011

Tottenham 2x2 West Brom: A Crítica A Uma Equipa Que Não Quis Ganhar O Jogo





Já não assistia a um jogo do Tottenham há já algum tempo, e vou assumir desde logo que estou desapontado, mas do mal, o menos, pois assumo (também), desde já o meu favoritismo pela equipa da casa.


O Tottenham não ganhou o jogo porque não quis, e por favor? Uma equipa de "Champions-League-Level" fica feliz com um 2-1 ou um empate? O que é isso? Rapaziada, há que entrar e matar o jogo. O jogo estava nas mãos dos jogadores e eles foram desperdiçando e eu não sei o que estavam a fazer a certo ponto, 80 minutos e a segurar a bola com Crouch ou Pavlyuchenko, duas "estacas" na área? E... Harry Redknapp, "Oi lad" (diria um Inglês com um belo sotaque), tira o Pavlyuchenko aos 80', quando o bola tem de ser "bombeada" para a área? Provavelmente, disse à sua equipa que estava contente com o empate. Mal jogado, na minha opinião. Mr., não se esqueça que já não treina o Portsmouth.


Tenho que dizer, porém, que todos os quatro golos foram execuções de pura classe.

Ekotto foi realmente um bocado estúpido no golo de Odemwingie. Como é que um jogador de uma equipa de alto nível, como é o Tottenham, vai dar aquele espaço entre o defesa central (neste caso, Dawson) e ele próprio, sendo ele o lateral? Estava a dormir... mas Odem' não estava. Os golos de Pavlyuchenko e Defoe foram simplesmente fantásticos. Dizem muito sobre a classe deste "caras". Aproveito para dizer que também gostei de como estes se deram durante o decorrer do jogo. Por volta dos 81', surgiu o golo do 2-2, de Cox, para o "WBA" foi incrível, mas eu vou atirar 20 cêntimos ao ar e dizer que um Gallas de "top-level" nem o deixaria controlar a bola, mas, tal como Ekotto, distraiu-se e deu-lhe o centro para ele marcar... "Gallas, com essa experiência não consegues "forçar" o jogador a ir para a linha e perder a bola?" - Provavelmente esta seria a pergunta de Redknapp ao Francês depois do jogo, pelo menos, se eu fosse o treinador, seria essa a minha.


Como prestações individuais, de ressalvar Modric, Pavlyuchenko e Van der Vaart como os melhores de ontem. Modric foi da mesma estirpe de sempre. Eu nem acho que o devia de mencionar porque ele é sempre o melhor, mas como raramente os "Spurs" tem um espaço aqui no blog, penso que vale a pena.Pavlyuchenko realmente correu atrás do "prejuízo". Vou confessar a minha ignorância quanto a isto, mas penso que o Russo está a jogar e a trabalhar para se manter na equipa e obter a renovação do contrato. Ele é o melhor "instrumento" para jogar junto de Defoe e ele com certeza é também um jogador com classe, no entanto, precisa de controlar a força nos passes. Grande golo com o seu "pior" pé (o esquerdo). Rafael foi apenas o Rafael Van der Vaart que todos sabem, conhecem e se deliciam com a sua magia. A sua maneira de proteger a bola é típico de alguém que sabe jogar futebol e a sua visão é impressionante, podendo colocar a bola em qualquer sítio que ele queira. Penso que se Modric não tivesse sido forçado a jogar encostado à linha (pois com a lesão de Ekotto, Bale recuou para a lateral e Modric foi para a posição de Bale, na ala também), o Tottenham tinha ganho o jogo com facilidade.





Com este empate, o Tottenham perdeu uma clara chance de manter a vantagem de 5 pontos sobre o Liverpool (que venceu o Birmingham e encurtou a distância para 3 pontos)) e podia ter mesmo ultrapassado o Manchester City caso estes forem perder amanhã contra o Blackburn.
Sendo assim, o Tottenham mantém o 5º posto na tabela, com 55 pontos, mais 3 que o Liverpool e menos 1 que o Manchester City, que como entendido acima, tem menos um jogo.
De referir, por último, que os próximos jogos do Tottenham não se adivinham fáceis pois vai a Stamford Bridge jogar contra o Chelsea, recebe o Blackpool (um "osso duro de roer"), vai a Manchester para confrontar o City e depois vai a Liverpool. Tem assim, duas jornadas para abrir os olhos antes de jogar contra os adversários directos pelos lugares Europeus.


- Roberto Rivelino


*Clique nos links para visualizar os golos da partida.

22/07/2009

Victoria Guimarães 2vs2 Sporting - Destaques e análise


Numa noite de apresentações, expectava-se um jogo de pré-época, acabou por se ver um jogo de "campeonato". Boas jogadas de entrosamento, velocidade e boa posse de bola das duas partes.

No Vitória, destacaram-se Sereno, Targino, Jorge Gonçalves e também Rui Miguel, a maior surpresa... Tiago Alencar.
No Sporting, em destaque: como habitual, João Moutinho, Bruno Pereirinha e Miguel Veloso. Surpresas... nenhumas.

Marcaram Matias Fernandez e Postiga, para o Sporting e para os vimaranenses, Roberto e Jorge Gonçalves.

Como tal, vou nas linhas seguintes "expor" os jogadores, por equipa, que alinharam e também uma espécie de Bloco de Notas, em que irei por os jogadores que mais me agradaram e a análise aos mesmos.

Constituição:
V. GUIMARÃES: Nilson, Andrezinho (Alex, intervalo), Sereno (Tiago, intervalo), Moreno, Milhazes, F. Meireles (Roberto, 67), João Alves (Custódio, 62), Rui Miguel (Jorge Gonçalves, 62), Nuno Assis (Targino, 72), Desmarets (Dinis, 82) e Douglas (Santana, 82)
SPORTING: Rui Patrício (Tiago, intervalo) Pedro Silva (Abel, 70), Polga (Caneira, intervalo), Tonel, Miguel Veloso, Rochemback, Adrien, Pereirinha (Vukcevic, 67), João Moutinho (Matias Fernandez, intervalo), Yannick e Liedson (Postiga, intervalo)

Bloco de Notas
Sereno (Vitória) - Bom na compensação (dobras), com bom timing de entrada/ataque à bola. Autoritário, notou-se a sua ausência, depois de sair no intervalo.

Rui Miguel (Vitória) - Efectuou um remate perigoso, que originou um atraso de Pedro Silva para Patrício e consequente livre indirecto. Esteve muito activo, e foi "castigado" por várias entradas duras por parte dos sportinguistas. Saiu aos 60'.

Tiago Alencar (Vitória) - Possivelmente a maior surpresa. Rápido, bom na antecipação e inteligente no desarme. A rever.

Miguel Veloso (Sporting) - Jogou os 90' sempre ao mesmo ritmo, atacou muito, criando desíquilibrios na defesa do Vitória de Guimarães. O elemento mais consistente no Sporting. Cruzou muito bem.